Educadores de Infância
1.º Ciclo
Português
Inglês
Francês
Matemática
Ciências Físico-Químicas
Biologia / Geologia
Ciências Económico-Sociais
Informática
História
Psicologia
Filosofia
Geografia
Educação Visual e Tecnológica
Educação Física
Ciência Política
Contactos

Netprof
Rua da Restauração, 365
4099-023 Porto

E-mail: assistente@netprof.pt
Dossiers Temáticos | Notícias da Educação
Docentes voltam a pedir horas extraordinárias

Os alunos do 4.º e 6.º anos fazem prova de aferição a Língua Portuguesa, segunda-feira. A Fenprof garante que há processos em tribunal por causa do pagamento de horas extraordinárias, que os docentes vão voltar a exigir este ano.

Mário Nogueira não consegue precisar números, por "serem acções colocadas individualmente", mas assegura: "há professores com processos em tribunal pelo pagamento das horas extraordinárias, por nesses dias terem de acompanhar as provas além do seu horário. É serviço lectivo acrescido", defende, explicando que o problema não é o dinheiro referente a essas horas. "É por uma questão de princípio. Senão amanhã o que nos pediria ainda mais o Ministério?".

No ano passado mais de 235 mil alunos, do 4.º e 6.º anos, fizeram as provas. Hoje será Língua Portuguesa, quarta-feira de Matemática. Desde 2007 que as provas deixaram de ser feitas por amostragem e passaram a sê-lo por todos os alunos desses anos. Dois docentes - um do 4.º ano, outro do 6.º - ouvidos pelo JN aprovam a medida e apontam a "responsabilização dos alunos" como a sua maior vantagem. Arsélio Martins, presidente da Associação Portuguesa de Matemática, concorda: "a generalidade permite tirar mais consequências". Já o líder da Fenprof e o presidente da Associação de Professores de Português defendem que o método por amostragem permite aferir o sistema e de forma mais barata, insiste Paulo Feytor Pinto.

Tanto Lígia Rodrigues, docente do 1.º Ciclo, como Rui Rodrigues, professor de Matemática do 6.º ano, afirmaram ao JN que passaram a dar mais atenção "à resolução e interpretação dos problemas". "Tenho reparado que temos falhado muito e comecei a insistir mais", afirmou Rui Rodrigues. Já Lígia Rodrigues aponta uma falha: "os manuais não trabalham o raciocínio como seria desejável", por isso, explica, "comecei a usar mais gráficos de barras e objectos do dia-a-dia das crianças como relógios, calendários ou horários".

Apesar de apoiar a generalização da prova, Arsélio Martins alerta que "se os resultados não forem bem tratados, em estudos, e guardados para comparações futuras" as provas perderão utilidade. Além disso, sublinha, "não se deve criar um ambiente de exame: as provas de aferição não podem ser um sofrimento para os alunos. Se forem teremos problemas".

Alexandra Inácio, Jornal de Notícias, 18-05-09