O Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup) está preocupado por a tutela não apresentar alternativas concretas para alterar o regime das carreiras destes docentes, apesar de se ter mostrado disponível para acolher propostas dos sindicatos.
"O ministro do Ensino Superior já reconhece o problema dos professores equiparados no politécnico e a transição das carreiras destes docentes [para o novo regime] passou a ser um assunto prioritário na negociação, que irá ser abordado em todas as reuniões", disse Gonçalo Xufre Silva, do SNEsup.
No entanto, apesar de Mariano Gago "já não relativizar o problema" e de se ter "mostrado disponível para encontrar soluções para um maior período de transição nas carreiras", este dirigente sindical salienta que o ministério ainda não alterou concretamente o documento negocial, que está idêntico ao que foi apresentado no princípio das negociações, quando já passaram duas das quatro reuniões previstas.
"Estamos a ter uma discussão prolongada de problemas gerais e, quando estamos a meio das negociações, apesar de o senhor ministro se manifestar preocupado com a transição ainda não apresentou contrapropostas concretas. Parece que só os sindicatos estão a trabalhar nos articulados concretos", destacou.
Para já estão previstas novas reuniões com o Ministério nos próximos dias 12 e 13 e, provavelmente, outra dia 20. "A estratégia do senhor ministro parece ser a de deixar-nos na posição ingrata de assumir uma decisão sem o processo definido, mas caso Mariano Gago não faça um processo de negociação justa, admitimos uma grande manifestação do politécnico ou outra forma de protesto que os docentes legitimem, provavelmente para dia 21", afirmou Gonçalo Xufre Silva
Lusa, 07-05-2009 |