A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, afirmou hoje que o alargamento da escolaridade obrigatória a 12 anos é uma medida necessária, tomada depois de "um esforço de criação de condições" nas escolas.
"É uma medida que era necessária, estava prevista no programa de Governo, foi necessário um esforço de preparação, de criação de condições para que as nossas escolas pudessem acolher e responder às expectativas de todos os jovens e finalmente está tomada a medida", disse hoje a ministra da Educação.
"Agora, num prazo curto, será possível concretizá-la", acrescentou a governante, à entrada para uma conferência sobre educação de infância, que decorre até sexta-feira na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.
Questionada sobre a preocupação manifestada pela Associação Nacional de Professores com os números do abandono escolar, Maria de Lurdes Rodrigues afirmou que o trabalho do ministério da Educação é também "desenvolver as actividades necessárias para garantir a permanência na escola com êxito".
Ontem, a Associação Nacional de Professores (ANP) considerou positivo o alargamento da escolaridade obrigatória para 12 anos, mas destacou que antes o Governo deveria preocupar-se em resolver problemas como o abandono escolar.
As declarações surgiram depois de o primeiro-ministro, José Sócrates, ter anunciado na Assembleia da República uma proposta alargamento da escolaridade obrigatória de nove para 12 anos e um programa de bolsas de estudo no ensino secundário a partir do próximo ano lectivo.
O governo pretende ainda proporcionar às famílias mais carenciadas a frequência gratuita de um ano de pré-escolar
Lusa, 23-04-2009 |