O Ministério da Educação (ME) vai alargar o Programa Territórios Educativos de Intervenção Prioritária a cerca de 100 escolas no próximo ano lectivo, sendo os contratos assinados já depois das próximas férias da Páscoa e os restantes até Junho deste ano.
A ideia é triplicar o número de estabelecimentos de ensino abrangidos pela iniciativa, ou seja, locais com elevadas taxas de insucesso, abandono, absentismo, indisciplinas ou conflitualidade. Actualmente, 35 escolas fazem parte do programa, que será alargada a mais 24 agrupamentos, em todo o País.
«Neste momento, temos duas no Algarve, quatro ou cinco no Alentejo, quatro no centro e as restantes, para chegarmos às 24, estão em Lisboa e no Porto, que são as situações em que o grau de complexidade dos problemas também é maior», afirmou o coordenador do Programa Territórios Educativos de Intervenção Prioritária, Nelson Matias.
Em declarações à TSF, o coordenador do Observatório de Segurança Escolar, João Sebastião, defendeu que o aumento de meios humanos e logísticos nas escolas indicadas ajuda a fazer frente às situações mais problemáticas, diminuindo a violência nos estabelecimentos de ensino».
Em média, as ocorrências caíram 17% nas escolas integradas nos territórios de intervenção prioritária, mas, «em muitas escolas desse grupo, a redução é quase de 50%», adiantou o mesmo responsável.
Diário Digital / Lusa, 24-03-09 |