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Insucesso na Matemática
Mais tempo de estudo e apoios extra melhoram resultados
Inquérito a 18 escolas com base nas notas dos exames do 12.º ano

A grande maioria das escolas que tiveram notas mais altas nos exames nacionais de Matemática do 12.º no ano passado e que mais progrediram entre 2001 e 2004 tomou alguma iniciativa para melhorar o ensino da disciplina. A aposta em tempos de aprendizagem e apoio complementares foi uma das estratégias mais seguidas e que, segundo as próprias instituições, contribuiu de forma relevante para uma subida dos desempenhos.
As conclusões constam de um inquérito a 33 estabelecimentos de ensino seleccionados num conjunto de 40: vinte deles com os melhores resultados absolutos nos exames nacionais de 2004 e outros tantos que registaram a maior progressão entre 2001 e 2004. O estudo, da autoria de Valadares Tavares, presidente do Instituto Nacional de Administração, e André Corrêa d"Almeida, docente da Universidade Católica Portuguesa, acabou por contar com 18 respostas válidas.
"Em vez de ouvirmos os especialistas, quisemos ouvir os protagonistas do sucesso e perceber o que explica que as escolas, de forma isolada, façam esta trajectória", explicou ontem Valadares Tavares, durante a apresentação dos resultados, na Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, em Lisboa. A primeira conclusão, realçou , é que "em todos os casos houve a assunção deste objectivo".
Assim, apenas em dois casos as escolas disseram não ter tomado qualquer iniciativa para melhorar o ensino da Matemática. Determinar "tempos complementares de aprendizagem" e "reuniões com professores" foram as opções escolhidas por três em cada quatro estabelecimentos de ensino.
Outro dado revelado pelo estudo traduz-se no relativo isolamento das escolas. Por exemplo, apenas 50 por cento disseram existir relações frequentes de cooperação com entidades locais. No que respeita às iniciativas específicas para a melhoria dos resultados em Matemática, apenas cinco disseram ter havido apoio do exterior. E este apoio nunca veio do Ministério da Educação ou da autarquia, mas de associações e instituições privadas.
Também as associações de pais parecem arredadas da escola: "Em 89 por cento dos casos, as escolas consideraram que nenhuma influência tiveram para a obtenção de bons resultados"
Os autores do estudo tentaram ainda perceber, estatisticamente, quais as variáveis que mais contribuíram para uma melhoria estável nos resultados. Para além dos tempos de aprendizagem e apoio complementares, também a mudança do método de ensino e o acompanhamento periódico, incluindo reuniões com alunos, terão tido alguma influência. Já o estatuto público ou privado, o rácio professores/alunos ou o meio social e económico não se revelaram estatisticamente significativos.
Esta é outra das constatações realçadas pelos autores do estudo. Entre as escolas analisadas, o meio social e económico heterogéneo é dominante (44 por cento). No grupo das que mais progrediram existem escolas do Norte e do Sul, das cidades e do interior - como a de Mértola, Viera do Minho ou a Diogo de Gouveia (Beja).

Isabel Leiria - Público 12-07-05

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